Em um tempo em que tudo parece correr depressa (colheitas fora de época, prateleiras sempre cheias, alimentos com “validade infinita”), falar em conservação de alimentos é resgatar uma arte ancestral: a de respeitar o tempo das coisas. Muito antes da refrigeração, as pessoas já sabiam conservar a abundância de uma estação para alimentar o corpo e a memória nas próximas. Fermentar, secar, salgar, cozinhar, guardar, cada gesto era um pacto com a natureza, um modo de viver em harmonia com o que...